Pensando na necessidade de reutilizar co-produtos, como garrafas pet, entulhos, embalagens longa vida, e de obter baixo custo na construção civil, os arquitetos Márcia Macul e Sérgio Prado disseminam os conceitos da construção sustentável e inclusão social em todo o país.
Paredes de taipa de pilão, ferro, garrafas e entulhos se unem à tijolos de terra crua secos à sombra para formar a estrutura de casas e, até mesmo, comunidades inteiras. A proposta é criar soluções de arquitetura sustentáveis nas comunidades, alinhadas com o uso das ecotécnicas e com o desenvolvimento social dos envolvidos.
Em Janeiro de 2006, por exemplo, a dupla de arquitetos foi à Ilhéus, Bahia, para ensinar os fundamentos e uso desta tecnologia limpa às 25 famílias que receberam uma fazenda do INCRA mais 5 mil reais para a construção de suas casas.
“Em apenas uma semana, repassamos todo o sistema de construção com terra crua, paredes estruturais de taipas e o reaproveitamento dos lixos acumulativos existentes no local. Isto já garante princípios de sustentabilidade permanentes para as comunidades”, esclarece Márcia.
Para que estes conceitos possam alcançar ilhas e comunidades litorâneas de difícil acesso, o projeto destes arquitetos conta com a ajuda de um veleiro, ancorado em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O Naga 46 navega por toda a costa do país para limpar as praias e ensinar as comunidades ribeirinhas a aproveitar esse lixo na construção de novas casas. “Todo o trabalho realizado se desenvolve com a capacitação das comunidades, seja em pequenas ou grandes cidades, procurando a inclusão social no desenvolvimento sustentável” comenta Márcia.
Em 1997, estes arquitetos e ambientalistas contribuíram diretamente para o Projeto de Lei “Lixo Zero, Arquitetura Sustentável e Energia Renovável” (PL1269/07), já protocolado na Assembléia Legislativa, que aborda o envolvimento das Secretarias no reaproveitamento dos co-produtos em construções sustentáveis para todo o Estado de São Paulo. “Esta é uma inovação mundial uma vez que gera um ciclo inesgotável socioambientalmente correto, capaz de corrigir os maiores problemas contemporâneos”, comenta Prado.
Este projeto completo, suas aplicações e os profissionais envolvidos farão parte dos seminários da II Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental realizada pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nos dias 13, 14 e 15 de Agosto na Bienal, São Paulo – SP. “Unir o desenvolvimento ecológico com a inclusão social é uma das principais propostas da Mostra. Por tal motivo, escolhemos trabalhar com profissionais capazes e inovadores que acrescentem conhecimentos e tecnologias sustentáveis às empresas e comunidades”, declara Eliane Belfort, diretora do Cores.
Márcia Macul é arquiteta e ambientalista, com mestrado, doutorado e pós-doutorado em arquitetura pela Universidade de São Paulo. Trabalha, atualmente, na arquitetura e cenografia sustentável da II Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.
Sérgio Prado é arquiteto formado pela Universidade de Veneza, é também artista plástico e ambientalista. Trabalha, atualmente, na arquitetura e cenografia sustentável da II Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.
Sobre a FIESP – Intérprete do setor produtivo, a FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo é a voz que fala por 132 sindicatos patronais que representam, aproximadamente, 150 mil indústrias de todos os portes e das mais diferentes cadeias produtivas. É a maior entidade de classe da indústria brasileira.
Sobre o CORES - O Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) tem como missão difundir o conceito de Responsabilidade Social Empresarial como ferramenta de gestão para a competitividade, o crescimento, o lucro e a sustentabilidade. Respaldado pelo Conselho Superior de Responsabilidade Social do Instituto Roberto Simonsen (IRS), o CORES elaborou uma Agenda de Responsabilidade Social, o “Programa Sou Legal”, que propõe em três passos a discussão, a implementação e a difusão do tema junto ao industrial paulista.
Fonte : Ecco - Escritório de Assessoria e Comunicação |